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Vinte e cinco mil famílias já adquiriram sua casa própria

A Associação dos Trabalhadores Sem Terra de São Paulo, fundada com Marcos Zerbini e Cleusa Ramos, começou como todos os movimentos de moradia, indo até a Secretaria de Habitação do Estado, da Prefeitura, fazendo caravanas à Brasília, passeatas e manifestações.

Em 1986, cansados de promessas e, a partir daí, começaram a pensar em alternativas e a discutir a possibilidade de comprar terrenos coletivamente. A primeira experiência nesse sentido foi para resolver o problema de 18 famílias que haviam sido despejadas, em seguida foi comprada uma área para 104 e outra para 180 famílias.

Partiram para a ideia da autoconstrução, onde cada pessoa constrói sua própria casa depois de um processo coletivo. Esse processo começa com a organização do grupo para a compra da área, até a discussão do projeto como um todo, cuja preocupação não seria apenas a de conquistar um lote para cada família, mas também garantir áreas coletivas para a implantação de equipamentos sociais, áreas de lazer e de preservação do meio ambiente.

Ao se comprar essa área, verificam-se quantos lotes cabem e divide-se o valor do terreno pelo número de lotes. A negociação da compra estaria a cargo da coordenação geral do movimento, que é formado por uma comissão que vai cuidar dos assuntos específicos daquela área comprada, sendo seus integrantes pessoas da própria área, que se dispõem a trabalhar voluntariamente. Os lotes são distribuídos por sorteio.

Cada área em construção tem um mestre de obras para orientar as pessoas, bem como fiscalizar se as obras estão de acordo com o projeto, garantindo assim a segurança das construções e a aprovação final.

Mensalmente, mesmo as pessoas que já possuem suas casas ou lotes, se reúnem com o objetivo de procurar soluções conjuntas para os problemas que venham a surgir ou questões de âmbito geral da área.

A entidade com quase 30 anos de história, já viabilizou 30 áreas na cidade de São Paulo. A experiência da Associação tem dado tão certo que representantes de outros municípios tem procurado o Deputado Estadual Marcos Zerbini para levar a experiência de compra de áreas para suas cidades.

O primeiro município a fazer essa experiência, foi Novo Horizonte, que através da Associação de Moradia criada (AMA), já comprou 2 áreas para implantação de loteamento de interesse social, onde 1400 famílias já adquiriram seu terreno.

Atualmente o projeto habitacional está presente em 16 municípios do interior de São Paulo: Novo Horizonte, Pradópolis, Planalto, Jaboticabal, Monte Alto, Catanduva, Nova Europa, Pirassununga, Santa Lúcia, Matão, Américo Brasiliense, Santa Rosa do Viterbo, Tambaú, São Lourenço do Turvo Lins e Cajamar.

  • AI

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