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Como driblar os riscos sem deixar de curtir o verão

Na quinta, 21, começa o verão, que remete a férias, altas temperaturas e mais tempo ao ar livre. Em meio a piscinas, praias e cachoeiras, muitos esquecem que a exposição ao sol oferece benefícios e danos ao organismo. Nesse cenário, esclarecer mitos e seguir orientações de especialistas é fundamental para preservar a saúde.

Especialmente nesta época do ano, por exemplo, é comum as pessoas desejarem uma pele bronzeada. O que nem todo mundo sabe é que isso não é sinal de corpo bem cuidado. “A pele queimada não é sinônimo de aparência saudável. Quando a pele é exposta muito tempo ao sol, o bronzeamento é uma resposta do organismo à agressão sofrida. Nesse caso ela produz a melanina para se proteger. Além de danificar o tecido, podendo provocar queimaduras, a exposição excessiva ao sol reduz a imunidade do organismo, acelera o envelhecimento e aumenta o risco de câncer de pele”, explica a dermatologista da Unimed-BH, Cláudia Márcia de Resende Silva.

Vitamina D x câncer de pele
De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), todos os anos surgem 176 mil casos de câncer da pele, o tumor maligno mais frequente no Brasil. Por outro lado, o sol é a principal fonte de produção da vitamina D, essencial para a absorção do cálcio e a saúde dos ossos e o melhor horário para a concentração da vitamina é das 10h às 16h.

A dermatologista recomenda: equilíbrio. “Nós temos um clima tropical, e uma pequena exposição diária, em atividades rotineiras ao ar livre, já é suficiente para o volume de vitamina D necessário ao organismo. Sendo assim, não é indicado se expor ao sol com esse propósito”, esclarece.

Proteção
Pesquisa da Consulfarma e do IPUPO Educacional, por exemplo, revela que 65% da população não aplicam o filtro solar diariamente. A dermatologista, Claudia Márcia de Resende Silva, aponta ainda que, além de mais da metade da população não utilizar o filtro solar, boa parte usa de maneira incorreta. “Com a quantidade menor, a proteção também será diminuída. O ideal é utilizar por todo o corpo de 30 a 45ml por aplicação, o que daria de 6 a 9 colheres de chá por adulto, sendo reaplicado a cada duas horas. As pessoas usam um frasco durante uma semana inteira. É importante orientar, ainda, que a proteção não deve se restringir somente ao filtro. As dicas são buscar a sombra, usar chapéus e bonés de abas largas, óculos escuros e roupas apropriadas, além de fugir do horário de pico”, explica a dermatologista.

Durante muito tempo, foi amplamente difundido que o FPS acima de 15 já seria suficiente para qualquer tipo de pele. Porém, a especialista esclarece: “A radiação que passa para a pele faz diferença, não somente a que foi bloqueada pelo filtro solar”. Isso porque o FPS (fator de proteção solar) indica apenas a proteção contra os raios UVB, responsáveis pelas queimaduras. O ideal é usar filtros de amplo espectro, ou seja, que também tenham proteção UVA, responsável pelo foto envelhecimento, que deve ser no mínimo 1/3 do valor do FPS, e que sejam resistentes à água.

Assim, a dermatologista também orienta que a proteção UVB deve ser de no mínimo 30 e UVA deve corresponder a no mínimo um terço desta proteção. Exemplo: Se o FPS for igual a 30 (FPS=30), a proteção UVA deverá ser no mínimo 10 (PPD= 10). As crianças devem utilizar os protetores infantis e os bebês somente depois dos seis meses.

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