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Doze meninos e técnico de futebol são retirados de caverna na Tailândia

Grupo estava preso no local desde 23 de junho. Nesta terça, 10, foram resgatados quatro meninos e o técnico, os últimos a serem retirados da caverna Tham Luang, no norte do país.

 

Os 12 meninos de um time de futebol e o técnico deles foram retirados da caverna Tham Luang, no norte da Tailândia, onde estavam presos desde 23 de junho. Nesta terça, 10, foram resgatados os últimos quatro meninos e o técnico, de 25 anos. Foi o terceiro dia de operação para retirar o grupo da caverna e o mais desafiador, porque chovia e havia mais pessoas a serem resgatadas.

 Operação delicada

A dramática situação dos meninos presos na caverna causou comoção internacional. Uma complexa operação de resgate precisou ser organizada para retirá-los da caverna.

A missão era difícil: os estreitos, lamacentos e inundados caminhos eram um desafio até mesmo para mergulhadores experientes, que levavam cerca de seis horas para percorrer 4 km até onde estava o grupo, em uma encosta cercada por água. Um dos mergulhadores que levou suprimentos aos meninos morreu sem oxigênio quando voltava para a entrada da caverna.

As equipes de resgate chegaram a considerar tirá-los pela superfície da montanha, mas não encontraram cavidades na parte superior da caverna. A profundidade no ponto em que estavam era grande demais – entre 800 m e 1 km – e ainda havia risco de desmoronamento caso o solo fosse perfurado.

Para facilitar o resgate, bombas drenavam a água initerruptamente, mas os esforços tinham pouco resultado. Apesar dos milhões de litros de água bombeadas, o nível recuava lentamente.

O governo tailandês também considerou esperar meses até que a água baixasse, já que a saída pela água seria muito arriscada – alguns dos meninos não sabiam nadar e nenhum deles sabia técnicas de mergulho.

Mas, durante o fim de semana, a chuva deu uma trégua e a operação de resgate foi colocada em prática. A queda no nível de oxigênio na cavidade subterrânea e a elevação do dióxido de carbono também pressionaram as equipes a antecipar o resgate.

O entorno da caverna começou a ser esvaziado ainda no fim da noite de sábado, 7. Os mais de mil jornalistas que acompanham o resgate tiveram que se afastar da região. Nesta terça, um jornalista estrangeiro foi detido pela polícia por colocar um drone para sobrevoar a entrada da caverna.

Tudo foi feito para preservar os meninos, seu treinador e suas famílias. Conforme as vítimas eram salvas, os nomes não eram divulgados nem para os parentes. Questões culturais, relacionadas ao respeito, explicam essa decisão.

Algum tempo depois que os últimos meninos e o treinador voltaram à superfície, o médico e os fuzileiros navais que entraram na caverna para auxiliar nos resgates também saíram das galerias subterrâneas.

Ao sair da caverna, os resgatados foram atendidos em um hospital improvisado. Em seguida, foram transferidos de ambulância para um helicóptero e foram levados ao hospital da província de Chiang Rai, que fica a cerca de 70 km.

Nesta terça, houve certa demora em transferir os meninos para o helicóptero, mas três ambulâncias foram vistas deixando o local, de acordo com a BBC.

As oito primeiras crianças salvas permanecem internadas, mas passam bem. Elas estão em quarentena para evitar alguma infecção, já que a saúde do grupo ficou fragilizada por causa do longo período de jejum forçado.

Fonte: G1.com

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