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Fibras da celulose geram novos materiais

As primeiras características do material estão ligadas à sustentabilidade

 

A Empresa de Pesquisa Agropecupária (Embrapa) desenvolveu métodos de extração de fibras nanométricas da celulose que podem conferir propriedades diferentes a materiais já utilizados na indústria ou dar origem a novos. Os cientistas conseguiram, por exemplo, utilizar essas nanofibras para reforçar a borracha natural, formando nanocompósitos.

As primeiras características dessas nanofibras que chamam a atenção estão relacionadas à sustentabilidade: são biodegradáveis e, uma vez que são extraídas da celulose de plantas, têm origem renovável. Elas apresentam cor branca ou aspecto transparente, resistência à tração (a ser esticada) e a alta área de superfície. Essas características podem ser transferidas a materiais a que elas são adicionadas.

A alta área de superfície é uma propriedade que facilita a adesão de partículas, um medicamento, por exemplo. Já a resistência à tração faz com que o material não seja “esticado” tão facilmente. Era principalmente esta característica de resistência que os cientistas buscavam com a adição de nanofibras à borracha natural. “Nós comprovamos, por microscopia, ensaios mecânicos e outros métodos, que a borracha se adere à nanofibra de celulose, resultando no efeito de reforço”, conta o pesquisador da Embrapa Agroenergia Leonardo Fonseca Valadares, que está à frente do trabalho.

Atualmente, a principal aplicação da borracha é a fabricação de pneus. A resistência é conferida por um processo chamado de vulcanização, que faz com que a borracha perca a biodegradabilidade que tinha como produto de origem natural. O nanocompósito obtido pela equipe da Embrapa ainda tem resistência inferior à da borracha vulcanizada, mas mantém a biodegradabilidade da borracha.

A indústria de extração de polpa celulose é gigante. O Brasil, quarto maior produtor mundial, produziu 18,77 milhões de toneladas dessa commodity em 2016. No entanto, atualmente, a celulose tem uma gama de aplicações pequena, se comparada ao petróleo. Este gera um número quase incontável de produtos – desde combustíveis que saem das refinarias custando menos de um dólar até especialidades químicas cujo valor ultrapassa a casa dos milhares de dólares por grama.

 

  • Embrapa

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