Início / Notícias / Cidade / Matão está entre as 100 cidades mais desenvolvidas do País

Matão está entre as 100 cidades mais desenvolvidas do País

Índice mostrou indicadores sócias em 5.471 municípios, onde vivem 99,5% da população brasileira

O desenvolvimento dos municípios brasileiros voltou a crescer, segundo o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM), publicado no dia 28 de junho, e que tem como ano base o de 2016. Depois de algumas quedas consecutivas, o indicador fechou em 0,6678, abaixo do 0,6715 registrado em 2013. O IFDM 2018 monitora os indicadores sociais em 5.471 municípios, onde vivem 99,5% da população brasileira.

Com esse resultado é notório o impacto da retração econômica que levou a uma queda de 6,4% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todas as riquezas produzidas no País, com reflexos nas três vertentes que compõem o estudo: emprego e renda, saúde e educação.

A escala que o estudo leva em consideração na avaliação vai de 0 a 1 – quanto mais próximo de 1 maior o desenvolvimento do município. As cidades são divididas em quatro categorias: baixo desenvolvimento (de 0 a 0,4), desenvolvimento regular (0,4 a 0,5), desenvolvimento moderado (de 0,6 a 0,8) e alto desenvolvimento (0,8 a 1). Há uma década o estudo vem sendo feito.
O Estado de São Paulo é onde está a maior quantidade de municípios mais desenvolvidos do Brasil, dentre as 100 cidades mais desenvolvidas, ele apresentou 58. Já no resultado geral, com a somatória das notas dos três indicadores pesquisados (emprego e renda, saúde e educação), foram observados apenas 431 municípios com alto rendimento, o equivalente a 7,9% do total.

De acordo com o índice, as três vertentes do IFDM registraram aumento em 2016. O índice de emprego e renda teve 0,4664 ponto, mostrando que voltou a crescer após duas quedas consecutivas, quando chegou a acumular retração superior a 20%. Este setor de desenvolvimento foi o que mais sofreu com a recessão dos últimos anos.

Quanto ao IFDM educação e o IFDM saúde registraram discreto crescimento, o que mantêm a sua trajetória desde o começo da publicação da pesquisa. Porém, a evolução apresentada pelos dois indicadores foi a menor em 10 anos, indicando que a crise também teve impactos sociais, e não só econômicos. O IFDM educação subiu de 0,7644 (2015) para 0,7689 (2016). Já o IFDM saúde saiu de 0,7534 para 0,7655, no mesmo período.
Com estes resultados o índice sustenta que o crescimento econômico deve ser acelerado em 1,5% ao ano, isso para garantir o cumprimento de metas assumidas pelo Brasil, interna e externamente, principalmente quando o assunto é educação e saúde. As principais problemáticas demonstradas foram deficiências no ensino infantil, com menos de 30% das crianças matriculadas em creches, e no acesso à pré-escola. Quanto ao setor de saúde, o atendimento às gestantes, bem como a cobertura de atenção básica, estão muito longe do desejável.

A publicação do índice IFDM de 2018 só confirmou uma realidade que outros estudos sobre o tema já estavam mostrando ao longo dos últimos anos: o Brasil contínua desigual e com enormes disparidades regionais.

Os mais desenvolvidos
Dentre as cidades avaliadas, Louveira, localizada no interior do Estado de São Paulo é o município mais desenvolvido conquistando 0,9006 ponto, enquanto Florianópolis é a primeira das capitais, com 0,8584. No local estão instaladas sedes de importantes empresas multinacionais e de logística.

Em segundo lugar vem a cidade de Olímpia, importante destino turístico, com 0,8820; seguida de Estrela do Norte, com 0,8810 ponto em decorrência da forte geração de empregos em obras de construção.

A último colocado no estudo foi a cidade de Ipixuna, no Amazonas, que recebeu a nota 0,3214. A péssima avaliação do município, segundo o IFDM, foram os indicadores de saúde, devido à falta de atendimento básico de qualidade na cidade.

Por aqui
Matão aparece na 38º posição, com 0,8615 ponto. Segundo o estudo nossa cidade está entre as 100 mais desenvolvidas do Brasil. Afinal, o município é sede das maiores empresas de agronegócio do País, além de segmentos como alimentício e têxtil, entre outros. | Renata Bottura

 

Veja Também

Suspensa resolução da ANS sobre coparticipação em planos de saúde

A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, suspendeu temporariamente hoje, 16, a Resolução …

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *