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Prefeito diz que não tem novo líder na Câmara

 

O prefeito, Edinardo Esquetini, atendeu a reportagem do Jornal do Comércio na tarde desta quinta-feira (8), em seu gabinete, e respondeu às questões abaixo relacionadas à liderança do governo na Câmara, a uma indicação pedindo a exoneração de um secretário e a outra indicação pedindo a contratação de uma frente de trabalho para fazer a roçagem do mato alto na cidade. Confira:

JC – O vereador Agnaldo Navarro anunciou na última segunda-feira (5) que não é mais o líder do governo na Câmara. Quem o senhor quer que seja o novo líder e por quê?
Esquetini – Não tenho ainda o novo líder. Aliás, não fui eu quem escolhi o Agnaldo Navarro, foram os vereadores que o escolheram. As pessoas podem perguntar para mim: “por que você escolheu o Agnaldo para ser o líder?” e eu respondo: eu não o escolhi, escolhi o Jonas Garcia, que em uma reunião de vereadores abriu mão de ser o líder do governo por, segundo ele, não ter afinidade com isso, de ficar na tribuna defendendo projeto, e os vereadores falaram que o Agnaldo era mais experiente e indicaram ele. Não tive tempo ainda de correr atrás, de negociar, de conversar com os vereadores sobre o novo líder. Não tive tempo de pensar ainda. Estive em Brasília terça-feira (6) atrás de emendas de deputados, atrás de agilizar a análise do processo das pontes do Turvo e do Jardim São José. Depois fui para São Paulo para resolver a questão da margem esquerda do rio São Lourenço. Faz duas semanas que não converso com os vereadores. Quero dialogar com eles, mas, infelizmente, nesta semana não conseguirei fazer isso. Com relação ao anúncio do Agnaldo de não ser mais o líder do governo, o motivo é que ele queria que eu exonerasse umas pessoas porque ele não gosta ou porque tem problemas pessoais com elas e queria que eu contratasse outras pessoas e uma empresa para a área da Saúde. Ele queria também que eu acabasse com a sindicância de um ex-funcionário da Prefeitura que hoje é o advogado dele. Mas isso não é ele quem decide. Enquanto eu estiver prefeito quem tomas as decisões sou eu.

JC – A vereadora Ana Mondini apresentou na última segunda (5) uma indicação para que o senhor exonere o secretário de Meio Ambiente, Saneamento e Recursos Hídricos, Marcos Nascimento, por achar ele incompetente para o cargo. O senhor vai acatar esse pedido? Como o senhor avalia o trabalho dele?
Esquetini – Fui vereador durante oito anos, fui líder do prefeito em 2005 e 2006, fui presidente da Câmara em 2007, 2008, 2009 e 2010 e nunca tive esse tipo de comportamento. Eu tinha minhas divergências com os secretários, ía à Prefeitura, conversava com o prefeito, que chamava o secretário e resolvíamos. É um direito que o vereador tem de fazer a indicação, de estar descontente. Todas as Secretarias passam por dificuldades por uma questão orçamentária do município. Acredito que tem que haver diálogo entre os vereadores, o prefeito e os secretários para resolver os problemas. É competência e decisão do chefe do Executivo nomear e exonerar e no momento não tenho interesse nenhum em exonerá-lo. Não vou acatar o pedido dela. O secretário vem fazendo o trabalho dele, Matão subiu muito no quesito Município VerdeAzul. Avançamos muito e temos muito a fazer nessa questão ambiental. Eu não acho que ele é incompetente, se fosse eu não o teria convidado para ocupar o cargo e ele não estaria no cargo há dois anos.

JC – O vereador Luis Mansini apresentou uma indicação para que o Executivo juntamente com o Consab (Consórcio Intermunicipal de Saneamento Ambiental) contratem uma frente de trabalho para fazer a roçagem do mato alto e a limpeza em geral do município. O senhor vai acatar esse pedido? Como o senhor avalia essa indicação?
Esquetini – Não vou acatar esse pedido porque é uma indicação sem cabimento. Vamos supor que seja contratada uma frente de trabalho. Quanto tempo vai durar a licitação para comprar as máquinas? Se eu contratar uma frente de trabalho ela não virá com roçadeira, o município tem que dar a roçadeira, os equipamentos de segurança, o transporte para os funcionários, os caminhões para fazer a coleta da massa verde, entre outros materiais necessários. Essa é uma saída simplista demais para um problema sério que é o trabalho de roçagem. Nós temos uma licitação que teve uma impugnação, que está chegando ao seu final, que está tendo um parecer jurídico, que nós estamos resolvendo, a semana que vem já temos um posicionamento, então não vou tomar uma atitude insana como essa porque não vai resolver o problema.

 

  • Natali Galvão e Jéssica Karoline

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