Início / Notícias / Cidade / Departamento de Cultura realiza palestra sobre ‘Religiões de Matriz Africana’

Departamento de Cultura realiza palestra sobre ‘Religiões de Matriz Africana’

Na última semana do mês de abril, o diretor da divisão de Difusão Cultural, João Bento (Cucão), esteve no Terreiro “Filhos de Luz” na Vila Cardim. Na oportunidade, proferiu palestra sobre “Religiões de Matriz Africana e o Sincretismo”. Cerca de 60 pessoas compareceram ao evento.
O objetivo foi debater a religiosidade sob a ótica religião brasileira nascida no Rio de Janeiro nos anos 20, sendo a mistura de crenças e rituais africanos e europeus. As raízes umbandistas encontram-se em duas religiões trazidas da África pelos escravos: a cabula dos bantos e o candomblé da nação nagô.
Segundo Cucão, as Religiões de Matriz Africana são aquelas cuja essência teológica e filosófica podem ser divididas em dois tipos: as religiões tradicionais africanas e as religiões afro-americanas. “Já o sincretismo é a reunião de doutrinas diferentes com a manutenção de traços perceptíveis das doutrinas originais. Possui, por vezes, um certo sentido pejorativo na questão da artificialidade da reunião de doutrinas teoricamente incongruentes entre si. Frequentemente, quando se fala em sincretismo, se pensa no sincretismo entre diferentes religiões, no chamado sincretismo religioso. Para entender este conceito, um exemplo bem peculiar é o sincretismo entre candomblé e catolicismo, exemplificado pela Lavagem do Bonfim, que ocorre anualmente em Salvador, na Bahia”, diz.

Sincretismo na América Latina

Nas religiões afro-latino-americanas, cada orixá corresponde a um santo católico, mas, de fato, não se trata de um amálgama. As figuras não se confundem. Muitos dos santos Católicos são cultuados também no candomblé e em outras religiões afro-latino-americanas.
Na época da escravidão, na América Latina, os escravos africanos criaram uma maneira criativa e inteligente de enganar os seus senhores. Invocavam os seus deuses africanos sob a forma dos santos católicos: Oxóssi na forma de São Sebastião; Ogum como São Jorge; Oxalá como Jesus Cristo; Ibejis como Cosme e Damião; Iansã como Santa Bárbara; os fios de contas como Nossa Senhora do Rosário; entre outros. “Vale destacar que a fé, o bem, a caridade e, sobretudo, a aceitação da diversidade se faz presente também na Religião de Matriz Africana. Assim nossa proposta foi, mediante essa temática, promover também a difusão cultural”, finaliza Cucão.

• Assessoria de Imprensa

Veja Também

Evento de abertura da 72ª edição dos Jogos do Sesi acontece nesta sexta-feira

Início da solenidade está previsto para às 19h30 no Sesi. Evento é gratuito e aberto …

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *